Qual é a melhor forma de ensinar? Talvez os jovens estejam tentando nos ensinar a aprender diferente, há algum tempo.
Para que alguém possa ensinar é preciso encontrar alguém que queira aprender. É preciso que alguém queira aprender alguma coisa. Contudo, os sistemas de ensino tradicionais parecem desconsiderar estas perspectivas. Programas, currículos, cursos, aulas, atividades em geral são tradicionalmente preparados por quem ensina, por quem sabe e voltados para quem não sabe. Sempre foi assim, a geração mais velha transmite seus conhecimentos e valores para a geração mais nova. Ao colocar o conhecimento em prática, ele é testado, aperfeiçoado e dá origem a mais conhecimentos que serão, outra vez, sistematizados e transmitidos para as próximas gerações.
Nos últimos 30 anos, uma nova ordem vem surgindo. Pela primeira vez, a humanidade se defronta com uma geração mais nova, que domina certos conhecimentos e tecnologias com muito mais propriedade e fluência que a geração anterior. Além disso, eles (os mais novos) conseguem acessar rapidamente toda e qualquer informação que desejarem, na profundidade e extensão que quiserem. Que impactos estes fatos estão produzindo na forma de ensinar? Que papel cabe ao professor do século XXI?
“O descompasso existente entre Governo, Academia e Sistemas Produtivos e o impacto na Educação para o século XXI”, Miguel Sacramento.
Qua, 30 de Novembro de 2011 13:50
Você sabe dizer o que um jovem precisa aprender hoje para tornar-se um indivíduo autônomo, independente, um cidadão responsável e feliz? O sistema educacional existente dá a ele condições, instrumentos, motivação para atingir essa meta?”
É a partir dessas perguntas que o Prof. Dr. Miguel Sacramento, engenheiro pela USP, especialista em Administração pela FGV, doutor pela USP, consultor nas áreas de Operações e Estratégia em empresas de diversos segmentos e professor da EAESP/FGV, nos convida a refletir sobre os indícios da decadência e inadequação do sistema educacional vigente, principalmente no Brasil
Qual é a melhor forma de aprender? Talvez os jovens estejam nos ensinando há algum tempo.
É tão comum ouvir, na contemporaneidade, que a Tecnologia e que a internet são grandes vilões e concorrentes do tempo dedicado, pelos jovens, aos estudos. Mas será mesmo?
Mais do que em qualquer outra época, nos últimos anos têm crescido o diagnóstico “precoce” de crianças e jovens que sofrem com déficit de atenção, desinteresse pela escola, hiperatividade, falta do hábito de leitura etc. Na busca por algo ou alguém que levasse a culpa a internet tem sido vista como a grande vilã da história. E se na verdade, a Mafalda (personagem do argentino Quino) esteja nos alertando, já há bastante tempo, sobre a inadequação dos modelos pré-existentes de educação? Dolores derruba esse mito quando diz "E se os jovens estiverem, de fato, aprendendo melhor do que nós? E se as coisas como multitarefa, a exposição à diversidade, a mistura de formatos, a aprendizagem em qualquer contexto que permite a aprendizagem móvel estiverem sendo, de acordo com pesquisas recentes, favoráveis à aprendizagem?" (tradução livre).
Bônus para usar internet são incentivo em escola de Tocantins
Seg, 28 de Novembro de 2011 21:52
A identificação do motivo das frequentes faltas dos alunos da Escola Estadual Presidente Costa e Silva, de Gurupi, Tocantins, resultou na criação do projeto pedagógico Bônus Lan House Monitorada. O aluno que, em um mês, obtém carimbos positivos na agenda, por boa disciplina e cumprimento das tarefas escolares, ganha pontos a serem trocados por tempo livre de acesso à internet nos computadores portáteis da escola, no turno oposto ao das aulas.